quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Deixa um recado

Se perguntarem por mim diga que fui ao bar da esquina reclamar por que ali já não se faz mais uma batucada...
E se ela ousar mencionar aquele samba do Candeia, diga que... Para mim, no momento, reinam Paulinho e Cartola.
Eu a conheço. Astuta e birrenta sempre acha uma forma de descobrir a verdade de uns bêbados feito nós, especialmente você que é uma criatura ingênua e ainda crer em ideais dos tempos em que as crônicas esportivas deste Brasil discutiam a possibilidade de Pelé e Tostão trocarem passes com Gerson, Jairzinho, Carlos Alberto e Rivelino.

Já que voltamos no tempo... Rapaz! Sabia que em um poema de Neruda eu encontrei minha musa e ela nem sonhava que antes dela, de mim e de eu por ela me apaixonar, o velho e astuto, camarada socialista, assim como o saudoso Vininha de tantas canções e porres homéricos com o Tonzinho da Bossa de Gilberto, já mencionara que ela havia de surgir um dia e a mim conquistar?!
Depois ficam aí parafraseando estes eufóricos e bôbos rudimentares da Tv que falam que a arte imita a vida, ou que a vida imita arte... como se a esfera do viver e da criação artística girasse em torno de simulacros!
No caso de Gisele, foi um verso, um milésimo de segundo de inspiração no coração de Neruda que originou tudo... Ele nem respirou fundo pra não desgarrar o coração do pulmão...

E tudo isso lá atrás... quando a gente ainda imaginava que o mundo era imperfeito pela simples teimosia de nos dar a oportunidade de transformá-lo.

Entendeu?
Acho que já posso ir dormir agora né?!

Instante exato
Meias azuis, viola entre os braços e alguns goles de um Cabernet Sauvignon del Chile.

Um comentário:

Déa Budegueira disse...

Meu doce saudosista de momentos nem nunca vividos... adoro ler suas divagações, principalmente quando sitam ou giram em torno de um dos pontos principai da minha vida: minha irmã Gisele! A mais louca e complicada e amável e amada moça.
eu te amo