sexta-feira, 7 de novembro de 2008

No ônibus. Um cochilo e um sonho...

A moça que eu amava me chegou em casa sem avisar. Trazia flores em punho, um texto de Clarice na ponta da língua e me dizia mais... Me beijou a cara inteira. Fez carinho na nuca, nos cabelos meus e disse em tom pausado e quase sussurrando ...
- Teu cheiro é que é perfume bom. E de ti eu não gostava, só queria te entender como amante.
Desabotoei a camisa. Deixei a chave na porta, pisei na planta, tropecei na calça e me perdi de outras ações minhas tão naturais do cotidiano particular praticado em casa, preocupado em agir naturalmente.
Tinhamos a tarde inteira do dia de tempestade chuvosa para escutar as canções que escolhecemos e algumas das que fizemos e o corpo de um e do outro pra se acompanhar e se completar.

Pergunta:
Quantas mais mulheres vou amar sendo ela a mesma?

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