terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Mar de minh'alma

Em solidão enxergo um oceano em mim
Pacífico que recebe tormentas
as abraça, beija os seios e as acaricia na nuca, na pele toda.

Nesses dias fronteiriços
a insônia me faz companheiro e fiel escudeiro da madrugada
Horas silenciosas são as melhores pra escutar as canções
de marinheiros compostas ali - no mar de minh'alma

Os tais cânticos ressoam sempre como sentimentos galgardos
vividos sim. Mas nunca deixados pra trás.
Ficaram a levitar pela atmosférica brisa oceânica,
a surfar pelas ondas que nunca deixam de os acompanhar.

Há mais de um oceano em mim.
E incontáveis sonetos, canções e gargarejos.
Tudo a deslizar nas espumas das ondas

Um comentário:

Paola Vannucci disse...

Angel,

estou aqui lendo seu maravilhoso blog....


seus escritos etc.....

beijos