terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Meu coração parece cantou

Enfrentei mais de 36 horas de onibus e carro cruzando a paisagem do Sul ao fazer uma tour com minha banda.
Durante todo o trajeto meu coração parecia cantar o poema que desconheço o autor, pois conheço a versão musicada por Caetano e gravada pela atual minha maior diva da música (Bethania). Eu continuo-estou apaixonado. Ansioso pelo retorno ao mar do Ceará, ao pezin de caju que lá está florido, carregado de doce sabor e tinta travestida de nódoa.



Ciclo

Passa o tempo
E a vida passa
E eu
De alma ingênua
Acredito
No sonho doce infinito
Plenitude
Enlevo e graça

Que sem tortura ou revolta
Estou cantando ao luar
Vamos dar a meia-volta
Volta e meia
Vamos dar

Depois a estrada poeirenta
Os pés sangrando em pedrouços
E apaziguando alvoroços
A alma intranquila e sedenta
Murchessem todas as flores
A correnteza das horas
As trevas sobre as auroras
Os derradeiros amores

Recordo o passado inteiro
E as voltas
Que o mundo dá
Meu limão
Meu limoeiro
Meu pé de jacarandá
E aquele ao léu do destino
Que inspirou tanto louvor
Cajueiro pequenino
Carregadinho de flor

Passa o tempo
E eu fico mudo
Ontem ainda a ciranda
Vida à toa
A trova branda
Agora envolvendo tudo

O vale nativo
Os combros
Várzea
Montanha
Leveza
Essa poeira de escombros
De que se nutre
A tristeza

Velho
Recordo o menino
Que resta de mim
Sei lá
Cajueiro pequenino
Meu pé de jacarandá

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